A
cabei de ler o livro (após 2 semanas) indicado pelo MESTRE DOS DIVIDENDOS (muito obrigado pela indicação de boas obras) e vou colocar mais ou menos a resenha e minha opinião a respeito do autor do livro. Espero que o Mestre dos dividendos continue divulgando seu conhecimento para nós blogueiros para que assim possamos cada vez menos depender de governo, investindo, assim, em conhecimento, novas fontes de renda, crescimento de patrimônio e, principalmente, como diria um famoso investidor brasileiro : "NÃO DEIXE QUE O ESTADO TIRE SUA VONTADE DE VIVER."
Ao
terminar de ler Democracia, o Deus que falhou, de Hans-Hermann
Hoppe, cheguei à conclusão de que esse livro pode ser considerado a devida
síntese do imenso mundo austro-libertário. Nessa obra respeitável, composta por
vários trabalhos que podem ser lidos fora de ordem, Hoppe discorre sobre os
principais temas relacionados ao libertarianismo, de tal modo que, creio, uma
pessoa que leia o Democracia já poderá dizer que conhece o
anarquismo libertário.
A escrita é bastante clara, conservando o típico costume
austríaco de expor as ideias de maneira cristalina. Para provar uma tese, ele
parte de premissas indubitáveis e constrói o raciocínio lógico que se segue
delas, trazendo, em seguida, as evidências empíricas extraídas da História as
quais servem para ilustrar as conclusões obtidas. O livro, assim, deve agradar
tanto a pragmáticos e consequencialistas, para os quais a experiência é de
central importância, quanto a aprioristas extremos, que reconhecem que as
evidências empíricas, quando se usa um método axiomático-dedutivo, são de
relevância secundária.

Hoppe inicia atacando a democracia por todos os lados,
deixando-a pálida e morta na arena intelectual. Ele mostra que a democracia
(junto com a sua consequência natural, a social-democracia) fomenta degeneração
cultural e moral, disgenia, empobrecimento, tirania, insegurança, aumento da
criminalidade etc. Em suma, leva a um processo de descivilização. A monarquia
também leva a tais resultados, mas em grau infinitamente menor.
Hoppe
desconstrói a crença liberal-clássica na possibilidade do governo limitado e
conclama por um alinhamento entre o conservadorismo e o libertarianismo, pois
os vê como aliados naturais almejando objetivos comuns. Ele defende que a
provisão de serviços de defesa seja assumida por companhias de seguro atuando
em um mercado livre, e descreve o florescimento da lei privada entre as
seguradoras concorrentes.

Um
capítulo fascinante acerca da preferência temporal explica o progresso da
civilização como sendo fruto da diminuição da preferência temporal enquanto a
estrutura do capital é construída, e explana sobre como a interação entre as
pessoas pode diminuir a preferência temporal de todos, realizando paralelos
interessantes com a Lei da Associação ricardiana. Por focar-se nesse tema, o
autor se habilita a interpretar muitos fenômenos históricos — tais como os
níveis crescentes de crime, a degeneração dos padrões de conduta e moralidade e
o surgimento do mega estado. Ao enfatizar as deficiências da monarquia e da
democracia, o autor demonstra o quanto esses sistemas são inferiores a uma
ordem natural baseada na propriedade privada. Democracia
— o Deus que falhou será de grande valia para acadêmicos e estudantes
de história, economia política e filosofia política.

Ao
abordar o socialismo e o estatismo, Hoppe procura demonstrar que estão errados
aqueles que mencionam a restrição à democracia no socialismo como um dos seus
problemas – já que, por óbvio, se a democracia é um mal, não é um mal a sua
restrição. O verdadeiro problema dos regimes socialistas é apostar no
planejamento econômico centralizado e na limitação da livre iniciativa, expandindo-se
violentamente sobre a propriedade privada, que exige, para se caracterizar como
tal, sua livre utilização pelos proprietários.
Já os
liberais clássicos, de acordo com o diagnóstico de Hoppe, experimentam um
declínio global devido à incoerência de suas ideias. O grave erro dos liberais
teria sido, ao mesmo tempo em que se esforçaram por defender as liberdades
individuais e a propriedade privada, admitir a teoria do governo. Ao aceitar o
governo como protetor da segurança e da propriedade, os liberais teriam aberto
a porta para a sua maximização como destruidor de tudo aquilo que teoricamente
deveria proteger. Alguns entre os próprios liberais, como Hayek, teriam, na
verdade, se transformado em autênticos “sociais democratas”, aceitando
inovações do Estado-de-bem-estar-social.

Hoppe argumenta que quanto menor o Estado for, e quanto
menos ele interferir na vida das pessoas, mais prosperidade e moralidade haverá
na sociedade. A Democracia é endeusada no mundo pós-moderno, mas isso é um
GRANDE engano, pois a Democracia não passa de uma competição de ladrões para
ver quem é mais eficiente em mentir - para ser eleito - e agredir - para
permanecer no poder.
Hoppe apresenta excelentes argumentos por meio da praxeologia
de que uma sociedade que vise a prosperidade e a liberdade, deve abandonar as
ideais estatistas.
"Estados menores - i.e. com poderes menores - dão maior
opção ao indivíduo de escolher um territória para viver e trabalhar, assim
dando a capacidade do indivíduo de "Votar com os pés". Em um cenário
onde vários pequenos Estados(Monopolistas territoriais de justiça e segurança)
fornecem diferentes serviços - sendo uns mais invasivos que outros -
invariavelmente haveria uma tendência dos Estados mais livres - que dão maior
autonomia ao indivíduo - tornar-se mais próspero e atrair um maior número de
residentes vindos de outros Estados com menos liberdade.
Assim Estados mais
livres ganhando força e Estados menos livres perdendo força. Só então desse
modo uma sociedade puramente organizada por meio da livre associação poderá
surgir e estabelecer suas raízes."
O autor expõe os erros
intransponíveis e catastróficos do liberalismo clássico; recorda o argumento
rothbardiano sobre a impossibilidade praxeológica de um governo limitado; faz
um esboço um tanto abrangente e satisfatório de como se daria a produção
privada de segurança e como esse sistema, ao contrário do estatismo,
intensifica o processo de civilização; e fornece as perspectivas para a
revolução libertária, dizendo qual a maneira mais realista de tornar a opinião
pública favorável à Ordem Natural e assim fazer o estado implodir.
Para Hoppe, o imposto é sempre um roubo, violando sem
consentimento a propriedade privada, um direito fundamental do indivíduo que se
configura quando ele se apropria dos bens da natureza, tal como em certa
tradição da filosofia liberal clássica, na linha lockeana.
Os direitos de propriedade
privada “precedem lógica e
temporalmente qualquer governo”, sendo resultado de “atos de apropriação original, de
produção e/ou de troca”e “se referem ao direito do proprietário de
exercer jurisdição exclusiva sobre determinados recursos físicos”. O
governo, qualquer que seja, sob o pretexto de garantir segurança e justiça, é
definido por Hoppe como uma agência monopolista dos dois serviços que extorque
os proprietários sob o pretexto de proteger seus direitos.
A democracia é pior
que a monarquia porque, empregando pretextos ilusoriamente virtuosos de
“participação” e ensejo à expressão da “opinião pública” e dos “direitos”,
aumenta essa extorsão, o que fica extremamente potencializado pela presença da
demagogia em seu seio; porém, a monarquia, embora em grau menor, também é uma
extorsão. Em nome dos direitos fundamentais, o que deveria ser feito, para
Hoppe, é implantar um regime baseado no que ele chama de “ordem
natural”, que nada mais é que o anarquismo de mercado ou anarcocapitalismo,
sem qualquer diferença fundamental para o sistema já claramente definido pelo
seu mentor Murray Rothbard em Por uma Nova Liberdade – O Manifesto
Libertário (1973).
Minha opinião: Políticos são parasitas movidos
a opiniões da classe que eles colocam como vítima da sociedade, seja pobres,
negros, gays, deficientes, mulheres... a solução que o elege para o cargo é um
positivismo exacerbado e punitivo para uma outra classe. E olha que sou funcionário público e sempre vejo o PODRE dentro do sistema.
Pense, qual é a
solução proposta para um político se eleger com o voto das mulheres? simples,
fale que vai criminalizar algumas coisas e prometer cotas ou um serviço
especial para esse grupo, agora pense que essa solução atrapalhou(e vai) a vida
de algumas outras pessoas, este outro grupo vai eleger um candidato que vai ser
contra o primeiro candidato eleito pelas mulheres. Isso é um ciclo sem fim e
quem só perde com o passar do tempo é o contribuinte que vai ter que bancar
toda essa discussão retardada e simplória.
Vamos por outro exemplo, imagine que a esquerda tome o poder
e começa a aprovar leis com o seu viés, agora a direita toma o poder e começa a
aprovar leis com o seu viés. Quantas vezes serão necessárias para que sejamos
atolados por leis? quantos protestos irão ter sobre a questão leis antigas X
leis novas?
Hoje políticos se elegem abertamente falando em confiscar a
propriedade de um grupo de pessoas. O pior é que tem uma multidão que concorda
e dorme com a consciência tranquila. Chegou a um ponto em que é normal usar o
monopólio da força do estado para conseguir benefícios.
Nunca vai haver um candidato que irá salvar o
país; nunca vai haver uma melhoria no país votando. A solução para um melhoria
na sua vida, é você fazendo por onde. Lembre-se tudo que o governo te dá, é
tirado de outra pessoa.
O "melhor" político é aquele que vai tirar o estado
de nossas vidas. Achou impossível, né? tem gente que pensa que em 2018 ou em
qualquer que seja o ano, vai acontecer isso. Abraço
Índice do livro:
Introdução
Capítulo
I — Sobre a Preferência Temporal, o
Governo e o Processo de Descivilização
Capítulo
II — Sobre a Monarquia, a Democracia e a Ideia de Ordem Natural
Capítulo
III — Sobre a Monarquia, a Democracia, a Opinião Pública e a Deslegitimação
Capítulo
IV — Sobre a Democracia, a Redistribuição e a Destruição de Propriedade
Capítulo
V — Sobre a Centralização e a Secessão
Capítulo
VI — Sobre o Socialismo e a Desestatização
Capítulo VII
— Sobre a Imigração Livre e a Integração Forçada
Capítulo
VIII — Sobre o Livre Comércio e a Imigração Restrita
Capítulo
IX — Sobre a Cooperação, a Tribo, a Cidade e o Estado
Capítulo
X — Sobre o Conservadorismo e o Libertarianismo
Capítulo
XI — Sobre os Erros do Liberalismo Clássico e o Futuro da Liberdade
Capítulo
XII — Sobre o Governo e a Produção Privada de Segurança
Capítulo
XIII — Sobre a Impossibilidade do Governo Limitado e as Perspectivas para a
Revolução
Fontes: Instituto Mises/sites e livros de outros autores